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Cidadania Nas Organizações
PUBLICADO EM: quinta-feira, 11 de maio de 2017

CIDADANIA NAS ORGANIZAÇÕES

*por Edson Herrero, consultor da Integração Escola de Negócios

 

O conceito de cidadania tem sido muito disseminado – e pouco praticado – nos últimos tempos. Nós, brasileiros, de uma maneira geral temos dificuldade para exercitá-la. Somos tímidos em seu exercício diário, temos pouca ou nenhuma disposição para o coletivo e grupal. Faça um teste: analise as pessoas nas ruas, como pedestres ou motoristas, preste atenção às pessoas que residem no edifício em que você mora, observe os passageiros do transporte público e etc. Em todos estes exemplos você observará pessoas desempenhando atitudes unilaterais, em benefício próprio, satisfazendo somente o seu próprio ego. Nosso senso de coletivo ainda está distante do tido como ideal, razão pela qual, temos sérios problemas em várias áreas.

 

Bem, deixando os traços culturais de lado, vamos nos voltar para o mesmo tema dentro das organizações. Em 2007, eu participava de um Congresso de Psicologia Positiva na Universidade de Palermo, em Buenos Aires, na Argentina. Meu tema era “Sentimentos e Vínculos no Universo do Trabalho” e, entre uma apresentação e outra decidi visitar outras palestras do Congresso. Nessa busca, me deparei com uma sala que trazia o seguinte tema: “Cidadania nas Organizações”. O congressista era um portenho. Decidi assisti-lo, pois, esse assunto sempre pareceu um desafio para nós brasileiros, sobretudo, como nação.

 

A surpresa veio quando o palestrante começou a construir relações entre o estado de cidadania do cotidiano da vida com a perspectiva cidadã dentro das organizações. Foi com essa construção que o portenho ganhou toda a minha atenção e da plateia, que ficou paralisada escutando aquele senhor tecendo relações diretas e incríveis com tudo o que não praticamos na sociedade - como seres sociais que somos - e nas organizações, que são micro organismos quando comparadas a países.

 

Princípios básicos como cuidar de espaços, equipamentos e áreas de convivência comuns e, claro, trabalhos, projetos e resultados que envolvem o interesse de várias pessoas. Segundo ele, se exercitássemos mais a cidadania dentro dos projetos teríamos mais saúde inclusive, na medida em que o respeito pelo outro geraria menos tensões e conflitos nas relações de trabalho e, por consequência, uma psicodinâmica mais justa e alinhada com as melhores práticas, desencadeando profissionais mais saudáveis e conscientes de seus limites e dos limites dos outros.

 

Mas, segundo ele mesmo, não é nada fácil praticar a cidadania na organização, pois, as empresas (privadas) constituem, por excelência, um ambiente competitivo, o que estimula as atitudes individuais em detrimento das atitudes coletivas. Esse comportamento sufoca qualquer iniciativa mais cidadã, que socializa, integra e prima pelo coletivo. As organizações pregam o tempo todo o princípio da empatia, do trabalho em times, de resultados orquestrados, ou seja, tudo o que aponta para o coletivo. Peter Drucker, por exemplo, quando se referia às equipes de trabalho e à liderança utilizava como exemplo a banda de jazz, que como todos sabem é um inequívoco exemplo do exercício cidadão, onde a equidade, a unidade, a busca por resultados uníssonos e compartilhados estão presentes o tempo todo.

 

De que maneira você exercita a sua cidadania?

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