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Das intranets às redes sociais corporativas
PUBLICADO EM: quarta-feira, 29 de maio de 2013
COMUNICAÇÃO

DAS INTRANETS ÀS REDES SOCIAIS CORPORATIVAS

 

Há cerca de um mês, o blog Na Íntegra publicou (clique aqui para ler a matéria http://goo.gl/O0HXL) artigo sobre a presença de marcas corporativas em redes sociais. À ocasião, os especialistas ouvidos – Mauro Amaral, publicitário, editor e criador da produtora multiplataformas Contém Conteúdo; Daniela Senador, consultora especializada em posicionamento de marcas em ambiente digital; e Mariana Tavernari, consultora da Terra Forum by Globant – também responderam a perguntas sobre o uso de redes sociais internas, como forma de as empresas promoverem a troca de ideias e estimularem a criatividade de seus colaboradores, entre outros benefícios.

Considerando que as tradicionais intranets adotam cada vez mais interfaces e funcionalidades das redes sociais mais famosas, como o Facebook – é possível escrever e curtir posts, gerar hashtags, publicar e compartilhar fotos, criar grupos temáticos –, as considerações dos especialistas interessarão aos leitores do Na Íntegra responsáveis por implementar ou administrar uma rede social corporativa. Como escreveram Daniela e Mariana, que responderam à entrevista em dupla, via email, “a comunicação mediada por um computador mudou profundamente as formas de organização, identidade, conversação e mobilização social”, provocando “enorme impacto na dinâmica das relações humanas.” Decerto, não será diferente na sua empresa.

Confira abaixo trechos das respostas oferecidas pelos especialistas.

Por que montar uma rede social corporativa em minha empresa?

Segundo Daniela Senador e Mariana Tavernari, os benefícios são diversos. Porém, elas fazem uma importante ressalva:

“[Os benefícios] vão desde melhorar a produtividade da equipe, a partir do maior intercâmbio de informações – é um artifício para estimular a criatividade e a troca de ideias –, até criar formas de retenção e transferência do conhecimento adquirido na organização, mantendo o histórico da empresa independentemente da rotatividade dos colaboradores. [No entanto] Falar sobre ‘principais benefícios’ significa generalizar resultados e até, de forma implícita, fazer uma recomendação indiscriminada do uso de redes sociais corporativas, independentemente do segmento de atuação, das necessidades, dos objetivos e da cultura interna da empresa”.

Já Mauro Amaral aponta um motivo que sempre lhe ocorre:

Sempre inicio essa resposta focando na descentralização do profissional, que não precisa mais estar presente para que determinadas coisas aconteçam. E isso aumenta sua produtividade, sua capacidade de gerar soluções para a empresa. Cada vez mais, vemos os escritórios ‘na nuvem’, independentes de tempo e espaço. Acho que o melhor modelo é o misto: promover reuniões semanais ou quinzenais com a equipe, e a parte operacional correr de acordo com as ferramentas que cada funcionário utilizar melhor.”

Como saber se meus colaboradores vão aderir à rede social?

Para Mauro Amaral, não importa a tecnologia ou o investimento: se a empresa não estiver aberta a ouvir os colaboradores, eles não estarão dispostos a participar.

“A intranet reflete exatamente a cultura da empresa. Se a cultura for participativa, se a troca de informações existir em outros formatos – house organs, mural, telão do refeitório –, enfim, se essa cultura existir, a intranet vai ser um sucesso. Porque, por natureza, esse compartilhamento de informações já faz parte do dia a dia da empresa. Mas se você não implementar essa cultura, [a rede social] vai ser um elefante branco. Você vai gastar 200 mil reais para implementar, vai fazer aquele workshop superbonitão, o presidente vai fazer o primeiro post convidando a todos, como é de praxe, os gerentes envolvidos vão ficar amarradões, mas a coisa não vai desenrolar.”

Daniela Senador e Mariana Tavernari afirmam que o engajamento não ocorre naturalmente, mas sim como “resultado de ações bilaterais e convergentes”.

“Antes de tudo, a organização deve estimular estrategicamente os colaboradores a se manifestarem, por meio de macro e microações de comunicação interna. Se o colaborador não compreender a importância da sua participação e eventuais consequências benéficas que ela possa trazer para a organização, a sua tendência é não se expressar, para não se comprometer. O que define o sucesso ou fracasso de uma rede social interna não é a liderança, mas a compreensão do colaborador. Se a iniciativa for bem comunicada e os objetivos claros, ele irá participar.”

Vale a pena usar o modelo Facebook na minha rede social corporativa?

Mauro Amaral considera que uma interface semelhante à do Facebook pode atrair o interesse dos colaboradores – mas talvez pelos motivos errados. Uma rede social corporativa precisa ser mais “corporativa” que “social”.

“Não trabalho com intranets há alguns anos, mas me parece que estão seguindo essa linha: todas as funcionalidades, de criar post, de ‘curtir’, de compartilhar... É uma mudança na maneira como as pessoas estão consumindo conteúdo hoje. [O problema] é que a gente sempre pensa que todo mundo é capaz de se gerenciar. É aquela visão do funcionário que veste a camisa: ‘Vou postar um mega-artigo que achei do acadêmico lá da Índia’. Mas não é assim. O cara vai estar preocupado se a foto do filho vai ser capa do álbum de fotos da colônia de férias da empresa. Ele quer saber dos desdobramentos do último happy hour. [É preciso] encarar a rede social como uma ferramenta de trabalho, ponto. Talvez com um link lá no final, onde se pode ver a caminhada que o departamento fez na trilha ecológica. Mas o foco não é esse. Focar nisso, achando que vai aumentar a participação, é um erro. Pode até aumentar, mas não para os objetivos mais interessantes.”

Integração Escola de Negócios

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